quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Escola Secundária de Rocha Peixoto
Disciplina de TEXCO
(técnicas de expressão e comunicação)
Ano lectivo 2008/09


Faixa etária dos Bebés
(0-18 meses)




Introdução

Do nosso ponto de vista, jogo é uma parte integral do nosso desenvolvimento, desde a nossa concepção até à velhice.
O jogo, além de ter uma função de entretenimento, tem também uma função educacional, isto é, com o jogo divertimo-nos, convivemos, interagimos e simultaneamente, aprendemos sempre algo novo, pois todos os jogos têm regras, funções e objectivos.
No jogo possuímos a capacidade de desenvolver várias vertentes como: a criatividade, a comunicação, a socialização, a organização, a fomentação do trabalho de equipa, isto é, um melhor desenvolvimento do espírito de grupo, entre outras.
Segundo Johan Huizinga (1872-1945) “O jogo é uma actividade ou ocupação voluntária, exercida dentro de certos limites de tempo e espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente da “vida quotidiana””. Perante este ponto de vista o jogo é uma actividade livre, delimitada, fictícia, regulamentada, imprevisível (nunca se sabe o resultado final) e improdutiva, isto é, não tem uma produção material.
O primeiro de qualquer criança é o seu próprio corpo, ou seja, antes de receber qualquer presente a criança parte à descoberta do seu corpo, brincando com ele.
Na nossa infância, o “brincar” era diferente da actualidade, isto é, utilizávamos mais a imaginação, criatividade, o nosso sentido explorador (procurávamos sempre novos locais para brincar, como bouças, árvores, terra, etc.) e éramos mais genuínos. Tínhamos como principais jogos os tradicionais como: escondidas, caçadinhas, macaca, corda, elástico, no entanto também brincávamos com barbies, carros, bonecas, nenucos etc.
Actualmente, as crianças estão mais ligadas à Era Tecnológica. Estas têm como fonte de entretenimento as playstation , x-box , computadores, mp3, telemóveis, televisão.
Tendo em conta que o século XXI está mais ligado à tecnologia, e a sociedade está mudada, as formas de brincar também. Antigamente os pais iam trabalhar para o campo e levavam os seus filhos, ficando estes a brincar na terra. Agora poucas são as pessoas que trabalham na agricultura, tendo um estilo de vida mais citadino, o que vai influenciar as crianças a entreterem-se com os “jogos artificiais”.




O jogo

O bebé não tem realmente um jogo próprio. O jogo do bebé centra-se na apreciação do que o outro ser (mãe, pai, irmão, ou outra pessoa) faça, sendo que essa apreciação leve ao sorriso ou ao choro.
Ao jogar, a “criança” experimenta, descobre, inventa, aprende, negoceia e, sobretudo, estimula a curiosidade, a auto-confiança e a autonomia. Aprende a conviver em grupo e a lidar com frustrações quando não ganha o jogo, apura a concentração e a atenção sobre tudo o que se está a passar à sua volta. Brincar é indispensável à saúde física, emocional e intelectual da criança.O Jogo traduz o real para o que se passa no mundo infantil. Quando brinca, a criança apura o intelecto e a sensibilidade.

O jogo pode ser definido como:
· Um momento de liberdade, pois apenas joga quem quer;
· Criador de fantasia, porque cria uma outra realidade, isto é uma evasão da vida real.

Assim, o jogo faz parte de um desenvolvimento interno, isto é, desenvolve capacidades:
· Pessoais (concentração, autoconfiança)
· Sociais (confiança no outro, experiencia de vivencia em grupo, aceitar e respeitar as diferenças dos outros)
· Criativas (originalidade, improvisação, imaginação)

Podendo salientar o facto que o jogo é uma actividade lúdica mas também recreativa (pressupondo-se que tenha um fim), a pessoa em questão poderá ser o bebé, este ao ser aliciado ao jogo desenvolver-se-á, tanto a nível psicológico como físico, pois se lhe for apresentado um jogo em virtude do seu desenvolvimento este terá um melhor desenvolvimento do que se for um bebé que não teve presente estímulos. Podendo exemplificar, um bebé cujo quarto tenha cores mais leves (branco)e poucos brinquedos com pouca cor, vai ser uma criança que vai ficar mais “apática” e o seu desenvolvimento poderá ser mais atrasado, ao contrário da criança que tenha o seu quarto cheio de cor, com música apropriada e com brinquedos que ela possa manusear e partir à sua descoberta.



O bebé
Uma criança é um ser humano no início de seu desenvolvimento. São chamadas recém-nascidas do nascimento até um mês de idade; bebé, entre o segundo e o décimo-oitavo mês, e criança quando têm entre dezoito meses até onze anos de idade.
O bebé é totalmente dependente de terceiros (geralmente, dos pais) para quaisquer coisas como locomoção, alimentação ou higiene. Neste período, o bebé aprende actos básicos de locomoção como sentar, engatinhar, andar. Neste estágio da vida, a criança cresce muito rapidamente. Os primeiros cabelos, bem como os primeiros dentes, aparecem neste estágio. Aos 18 meses de vida, a maioria dos bebés já soltaram suas primeiras palavras. Este período é caracterizado pelo egocentrismo, pois o bebé não compreende que faz parte de uma sociedade, e o mundo para ele gira em torno de si mesmo.


Quais os brinquedos apropriados para os bebés?

Até aos dois meses: os primeiros brinquedos devem ser uma roca simples, de preferência com vermelhos porque é a primeira cor captada, a criança deve olhá-la, pegar-lhe e chupá-la; argolas para agarrar e chupar, conjuntos formados por bolas e argolasEntre os 3 e os 8 meses: animais de borracha de cor simples e tamanho médio, brinquedos sonoros, objectos para atirar para fora da cama e do parque, para o jogo das escondidas, pequeno volante de automóvel ligado ao parque.Entre os 9 e os 10 meses: bola de trapos, não demasiado grande guizos e chocalhos atados ao parque, cubos coloridos com arestas pronunciadas.Entre os 12 e os 15 meses: animais familiares de pelugem, boneca flexível, brinquedos flutuantes de plástico ou borracha para o banho, trapos de cores vivas, caixas para poderem esvaziar e encher, bobinas para enrolar, garrafas para tapar e destapar, papéis para amachucar e alisar. Livros tácteis e visuais.É necessário não esquecer que para que o brinquedo possa cumprir as suas funções é necessário para além dos seus valores intrínsecos que seja fabricado com materiais duradouros, resistentes, que se possam lavar e que garantam a ausência de perigos físicos.De um modo geral nos primeiros tempos não se devem usar, ou passar para a mão do bebé, rocas de plástico duro, nada que possa partir e meter na boca, peluches com olhos de tirar, nenhum brinquedo que tenha arame por dentro. Atenção também aos brinquedos que representam comida. O seu aspecto e tamanho pequeno convidam as crianças menores de três anos a levá-los à boca.





O jogo e o bebé

Desde sempre pensamos que jogar com um recém-nascido seria impossível, pois pensamos que eles não fazem mais nada para além de dormir, porém ficamos surpreendidos quando vimos a interacção que eles têm connosco.
Este estádio ao contrário do que se poderia pensar é de extrema importância para o desenvolvimento intelectual futuro, porque quanto mais estimulada for a criança, mais possibilidades ela terá de se desenvolver intelectualmente.
Ao nascer a criança dispõem de um conjunto de reflexos, sendo a sucção um deles. O reflexo existe, porém só se revela na presença do estímulo que o consolida e exige o seu funcionamento. Quando a criança alcança o seio da mãe, o reflexo da sucção obtém seu estímulo adequado. Mais tarde, levará todo o tipo de objectos.
Com quatro meses o bebé começa a brincar sozinho, isto é, começa a brincar com o seu próprio corpo, explorando-o energicamente.
Com cerca de 6 meses o bebé já é capaz de procurar os objectos escondidos. Com um ano de idade a criança experimenta activamente novos comportamentos. Tendo atirado um boneco que tinha na mão, ao chão, a criança repete várias vezes e em várias posições esse mesmo comportamento para verificar e feito obtido, experimentando assim o sentimento tanto de perda como de obtenção.


A música como jogo…

O bebé reage instintivamente ao aperceber-se de qualquer tipo de som, logo que este até o tente repetir quando o ouve frequentemente.
Estudos provam que os bebés quando exposto à musica, desde o ventre materno, têm maior capacidade neuronal. A música tem uma grande influência sobre os bebés, estes vão ser mais ligados às artes, a matemática, física, química e muitas outras áreas de grande complexidade. Para além do lado psicológico futuro, o bebé quando exposto ao estimulo “música”, irá demonstrar um comportamento mais calmo e sereno, não chorando tanto quanto um bebé sem estimulo algum choraria.
Porém, quando se estimula o bebé temos de ter em conta não usar sempre o mesmo estímulo, isto é, não usar sempre a mesma musica nem instrumento, pois assim o cérebro do bebé não fica restringido unicamente para um tipo de música. Contudo também se pode ver que um bebé quando exposto sempre ao mesmo tipo de musica, este quando crescer os seus gostos incidirão sobre aquele tipo de música.



A natação como jogo…

São inúmeros os benefícios que a natação proporciona aos bebes. Alem de melhorar a coordenação motora, proporciona:
Noções de espaço e tempo;
Prepara a criança psicologicamente e neurologicamente para o auto-salvamento;
Estimula o apetite;
Aumenta a resistência cardio-respiratória e muscular;
Tranquiliza o sono;
Previne várias doenças respiratórias.

A recreação aquática é tão fundamental que praticamente toda a sessão deve progredir de forma lúdica e recreativa, quer seja na forma de jogos cantados ou na iniciação dos fundamentos básicos, como o batimento de pernas e braços, ou mergulhos. Brincando, os bebés têm uma melhor assimilação dos exercícios, e o mais importante, aprendem a associar actividade física com prazer, fortalecendo sua auto-estima e autoconfiança.








Conclusão
Com este trabalho, pude aprender que um bebé não é um ser passivo, este é um ser extramamente complexo. Este reage a todo e qualquer estimulo a que esteja presente, o que também o ajudará no seu bom e saudável crescimento, tal como a música e a natação.
Compreendi como todos os estímulos a que ele presencia são lhe fulcrais para que o bebé se torne, futuramente, num adulto mais capaz e audaz para fazer qualquer tipo de tarefa.


Webografia

http://caminhandopsicologia.no.comunidades.net/index.php?pagina=1318164082
http://ckruschel.vilabol.uol.com.br/smotor.htm
http://www.corpointencao.com.br/bebes.htm
http://www.e-familynet.com/phpbb/estimular-o-desenvolvimento-do-bebe-vt166595.html
http://www.fundamentalpsychopathology.org/anais2006/5.94.1.htm
http://guiadobebe.uol.com.br/bb1ano/brincar_ao_ar_livre_nada_mais_gostoso.htm
http://www.leilatardivo.com.br/site/modules/news/article.php?storyid=3
http://www.meloteca.com/jardim-brincadeiras.htm
http://www.milupa.pt/bebe-0_4_2.html
http://www.musicaeadoracao.com.br/efeitos/musica_desenvolvimento.htm
http://www.portaldascuriosidades.com/forum/index.php?topic=33220.0

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